Hino Nacional Brasileiro: Instrução rotária

24/05/2026

Resumo

Instrução para cerimônias rotárias em relação ao Hino Nacional Brasileiro e à Bandeira Brasileira.

Hino Nacional Brasileiro: Instrução rotária

Hino Nacional Brasileiro: Instrução rotária

 

É tradição em Rotary a exposição da Bandeira Nacional em suas reuniões, e acontece em todas as reuniões de Rotary no mundo inteiro: a saudação à bandeira de cada país.

Protocolarmente, em Rotary, a saudação com aplauso, após a execução do Hino Nacional é tão somente, ao Pavilhão Nacional e não, também às outras Bandeiras colocadas na Panóplia.

Não sendo, então, correto, pedir a Saudação ao Pavilhão Nacional e demais Bandeiras.

A saudação ao Pavilhão Nacional no Rotary é um ato de civismo e respeito à Pátria, realizado no início e no encerramento das reuniões.

Observação: Há controvérsias sobre a palavra Pavilhão.

Encontramos a explicação que, aqui, neste contexto, PAVILHÃO se refere ao conjunto de pessoas que formam uma nação (Pavilhão Nacional = Nação Brasileira). Então, quando saudamos o Pavilhão Nacional, estamos saudando toda a nação brasileira. Esta é a nomenclatura que encontramos nos Documentos Oficiais de Rotary.

Posição segundo o Decreto nº 70.274, de 9 de março de 1972, que aprova normas do cerimonial público e ordem geral de precedência:

Art. 31. A Bandeira Nacional, em todas as apresentações no território nacional, ocupa lugar de honra, compreendido como uma posição:

I - Central ou a mais próxima do centro e à direita deste, quando com outras bandeiras, pavilhões ou estandartes, em linha de mastros, panóplias, escudos ou peças semelhantes;

II - Destacada à frente de outras bandeiras, quando conduzida em formaturas ou desfiles;

III - À direita de tribunas, púlpitos, mesas de reuniões ou de trabalho.

Parágrafo único. Considera-se direita de um dispositivo de bandeiras a direita de uma pessoa colocada junto a ele e voltada para a rua, para a plateia ou, de modo geral, para o público que observa o dispositivo.

 

Dispositivo no cerimonial rotário é a panóplia

PANÓPLIA (conjunto de objetos da mesma natureza).  A panóplia não deve faltar nas reuniões rotárias e deverá estar sempre presente à direita de quem, da mesa da presidência, olha para o público.

Panóplia com número ímpar de bandeiras: Neste caso teremos sempre a Bandeira Nacional no centro da panóplia. As demais serão dispostas por ordem de importância. Devemos considerar que os lugares pares estarão à direita e os ímpares à esquerda. Protocolarmente, a segunda bandeira mais importante estará no lugar número 2, a terceira mais importante no lugar número 3 e assim por diante

NÃO EXISTE HIERARQUIA NA IMPORTÂNCIA DOS SÍMBOLOS NACIONAIS

Não há precedência entre os Símbolos Nacionais, já que todos, isoladamente ou em conjunto, são símbolos da nação e expressam o espírito cívico do povo brasileiro.

Art. 13, § 1º, da Constituição da República: “São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais”.

A Lei 5.700, de 1º de setembro de 1971 e suas alterações de 1992, dispõe sobre a forma e a apresentação dos Símbolos Nacionais:

Art. 1º - São Símbolos Nacionais: a Bandeira Nacional, o Hino Nacional, as Armas Nacionais e o Selo Nacional.

A Bandeira é o Retrato e o Hino é a voz de preito à Pátria, sintetizando os ideais, aspirações e crenças do povo brasileiro.

Constitui-se violação de culto ao Hino Nacional, virar-se na direção da Bandeira Nacional durante a execução do Hino Nacional, exceto nos casos previstos na Lei em que a Bandeira é o símbolo cultuado. Na prática, os componentes da Mesa da Presidência não devem dar as costas para o público.

 

Saudação

Apesar da legislação vetar qualquer forma de saudação ao Pavilhão Nacional além da atitude de respeito, em pé e em silêncio, considera-se aceitável aplaudi-lo no início e no final da reunião, como uma demonstração de respeito à Pátria e exaltação ao espírito cívico que deve estar presente nas reuniões rotárias.

 É comum os presidentes pedirem uma salva de palmas também às demais bandeiras, o que não é correto. No protocolo rotário, o gesto de tocar ou puxar ou beijar a bandeira, com o sentido de distendê-la, destacá-la ou desfraldá-la como forma de saudação não é considerado adequado. Devendo ser saudado pelo civil com o gesto e pelo militar pela continência.

Ao chamar para execução do hino, exige-se atenção e cuidado para não parecer preconceito com PCDs, por exemplo, anunciar que todos devem ficar em pé. A orientação é pedir Posição de Respeito.

Quanto ao aplauso ao Hino Nacional, é uma manifestação pública e não falta de educação. Ninguém aplaude o que não gosta.  Ponto pacífico é que não se aplaudem gravações.

Concluo com os versos do Hino à Bandeira, composto pelo maestro Francisco Braga (música) e pelo poeta Olavo Bilac (letra); que podem inclusive, serem cantados no gogó/à capela pelos rotarianos durante a saudação proferida por um companheiro ou companheira na abertura da reunião:

                     Salve, lindo pendão da esperança / Salve, símbolo augusto da paz

                     Tua nobre presença à lembrança / A grandeza da Pátria nos traz. 

                    Recebe o afeto que se encerra / Em nosso peito juvenil

                    Querido símbolo da terra / Da amada terra do Brasil.

 

Gilmar Cardoso
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