Acadêmicos da Academia Brasileira
Rotária de Letras Paraná

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Cadeira

23

Patrono

Francisco Pereira de Almeida Junior

(

1896

-

1986

)

Francisco Pereira de Almeida Junior nasceu em 30 de outubro de 1896, na Fazenda da Granja, Município de Paraíba do Sul, Estado do Rio de Janeiro. Faleceu em Londrina, no dia 13 de janeiro de 1986, perto dos noventa anos, de profícua existência.

Filho de Francisco Pereira de Almeida e Elvira do Val Pereira de Almeida, era de ascendência lusa, demonstrando com seu temperamento de lutador infatigável e sensibilidade de poeta, suas raízes genealógicas com o mundo de Camões. Iniciou sua vida profissional como tipógrafo, passando depois para o comércio, que nunca mais abandonaria, a não ser no período de 1914 a 1916, quando serviu o Exército. Em 1925, Almeida Junior casou-se com Maria Alexandrina Xande de Almeida.

Acadêmico atual

Após muitos feitos, em junho de 1937, foi para a cidade de Jacarezinho, onde dedicou-se desde então, exclusivamente, ao comércio de café. Foi em Jacarezinho, também que iniciou sua vida rotária, se tornando o Governador do Ano Rotário 1948-49, do então Distrito 29, que compreendia os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em 1950, mudou-se para Londrina e se vinculou ao Rotary Club de Londrina. Instalou sua residência na Avenida Higienópolis onde viveu até o final da sua vida terrena.

A pedido de Gerson Gonçalves, escreveu a primeira história da criação do Rotary no Paraná e sua evolução.

Na sua vida rotária, escreveu a crônica DESENCANTO, também no acervo de Gerson Gonçalves, que é uma crítica àqueles que se desligam do Rotary, sem servir. De conteúdo também aplicado aos nossos dias, Almeida Junior, afirma que o desencanto se dá com os que entendem que “participar é mandar, é impor, é fazer simplesmente valer sua vontade, o seu interesse, a sua paixão”

FRANCISCO PEREIRA DE ALMEIDA JUNIOR viveu e amou Londrina intensamente, cantando-a em prosa e verso: glorificando-a, afinal, no cântico imortal, que representa a obra-prima do seu amor por essa terra e sua gente: o Hino de Londrina.

Reconhecendo e agradecendo o seu acolhimento pela cidade, num concurso com outros quatro concorrentes, saiu-se vencedor afirmando ser

“Londrina!

Cidade de braços abertos

A todos os filhos do nosso Brasil!

E a todos aqueles de pátrias distantes

Que aqui, confiantes,

Sob um pálio anil,

Seu lar, construíram

E aos filhos se uniram

E aos filhos se uniram

Do nosso Brasil!”